sábado, 19 de janeiro de 2013

Super ProSystem-16

Existe uma lenda no mercado de retrogames brasileiro. Dizia a lenda que a Chips do Brasil, empresa que lançou diversos jogos paralelos para NES além de sua própria versão do console, montada em uma carcaça de Super Famicom, o ProSystem-8, também havia lançado um clone do Super Nintendo (SNES). Nas publicações de videogames da época havia anúncios como este:


Vi em alguns blogs e fóruns pessoas perguntando se o Super-Prosystem-16 veio à luz ou se foi um marketing baseado em um produto vindouro que nunca deu as caras... Sim, o Super-Prosystem-16 existiu. Mas levemente diferente do que constava no anúncio.

Super-Prosystem-8 com controle de SNES
Era basicamente um Super Famicom ou SNES europeu, com pequenas modificações para não conter o logo da Nintendo e os dizeres Super Famicom ou SNES. Totalmente compatível, inclusive com os cartuchos que possuíam chips, como Star Fox, Donkey Kong Country, ou Yoshi's Island. A mesma qualidade de som, a mesma qualidade gráfica, a compatibilidade com todos os acessórios, já "desbloqueado" para o funcionamento de cartuchos de qualquer canto do mundo. Além disso o Super-Prosystem-8 ainda tinha algumas vantagens que o Super Famicom e o Super Nintendo não tinham...


Vantagem nº 1 - Compatibilidade com cartuchos ocidentais e orientais: Quem teve um SNES sabe que para usar os cartuchos japoneses era necessário retirar dois pinos plásticos que havia dentro do encaixe de cartuchos, um mecanismo criado pela Nintendo of America para impedir o encaixe dos cartuchos japoneses. No caso do Super Famicom, como os cartuchos eram levemente arredondados na frente - e a entrada dos cartucho, por consequência, também, sem chance de inserir cartuchos americanos. O Super-Prosystem-16 possuía a entrada quadrada americana - que possibilitava ambos os cartuchos - mas sem os pinos de segurança!

Comparativo da estética do Super Famicom: observe a entrada de cartuchos

Saída de áudio e vídeo do Super Famicom
Vantagem nº 2 - Entradas AV/RCA e RF: Tanto o SNES quanto o Super Famicom precisavam de um cabo específico para liga-los na TV. Este cabo - e somente este cabo - era compatível com a entrada que possuía no console e possuía saída de RF ou AV/RCA, dependendo da TV em que seria ligado. O modelo do cabo está na foto anterior. A entrada dos consoles, como exemplo, é a do Super Famicom da fotografia anexa, embora o Super Famicom contasse com a saída RF independente da saída AV/RCA.

O Super-Prosystem-16 contava com uma saída de áudio e vídeo RF comum e com uma saída AV/RCA comum: daquelas em que são ligados três cabos, respectivamente Amarelo, Vermelho e Branco, facilitando a compatibilidade. Provavelmente isso já vinha do Know-how da Chips do Brasil em acompanhar o mercado de famiclones brasileiro.
Saídas de áudio e vídeo do Super-Prosystem-16
Vantagem nº 3 - Preço: Por ter sido um clone não legalizado, possuía preço reduzido em comparação com o SNES que era importado e mesmo em comparação ao SNES Playtronic. Mesmo assim era bastante caro, mais do que o Mega Drive que a Tectoy havia lançado em 1991. Hoje em dia esta vantagem não se aplica, pois as poucas pessoas que têm um ou não vendem ou exigem valores astronômicos.

A vida do Super-Prosystem foi curta, pois, lançado em 1994, foi praticamente no mesmo ano em que a Playtronic lançou o Super Nintendo no Brasil. Os exemplares tiveram que ser recolhidos e em seguida a Chips do Brasil fechou suas portas. Praticamente o mesmo ocorrido com a Dynacom e o Megavision.

Assim encerram as tentativas nacionais de lançar clones de consoles de 16 bits.

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